sexta-feira, 8 de julho de 2016

Seja um sonhador!

Hoje não vou falar, como de costume, das situações que envolvem viajar ou morar em outro país. Só quero deixar um texto que gosto muito, que retrata um pouco do processo pelo qual passei e continuo passando, além de algumas coisas que valem a pena refletir. Espero que as palavras a seguir façam você reencontrar os sonhos que existem dentro de você, caso eles estejam adormecidos. Boa leitura! Bom Fim de semana!

Seja um sonhador!

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...

Decidi não esperar mais as oportunidades e sim eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar o oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia, descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações.

E que enfrenta-las era a única e melhor forma de superá-las.

Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde.

Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de “amigo”.

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento: o amor é uma filosofia de vida.

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia decidi trocar tantas coisas...

Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornarem-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar...

Simplesmente durmo para sonhar.

Walt Disney

 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Orgulho Gay Madrid- MADO 2016

Comecei a entender a dimensão do evento, três ou quatro dias antes da festa. Em todos os lugares onde fui- salão de beleza, estações de metrô, nas ruas- sempre tinha alguém comentando, perguntando um pro outro se iria, combinando onde se encontrar ou acessando sites para saber a programação. E a maioria não fazia parte do público LGBT.

Aí, o primo do meu marido nos convidou para assistir aos shows. Ele ia com a namorada. Teve apresentações e eventos por toda a cidade, que ficou LOTADA! No dia do desfile, eu e o Rodrigo (o Rodrigo é o meu marido) fomos mais cedo porque eu queria ver a passagem dos trios elétricos e valeu a pena! Foi bonito de ver... a Gran Vía- uma das principais avenidas da cidade- tomada pela multidão. E a minha primeira impressão se confirmou: foi um evento para TODOS! Além do público ao qual a festa era dedicada, tinha famílias com crianças, casais hetero, idosos... todos juntos contra ‘as diferenças’, a favor da liberdade e em paz!

Mais abaixo, na Plaza de Las Cibeles, quando os trios elétricos passavam as pessoas dançavam, cantavam, se divertiam... Claro, tive que ficar no meio do ‘fervo’! kkk... O reflexo da luz do sol se pondo no edifício da Plaza Las Cibeles- que estava com uma enorme faixa nas cores do arco-íris- produziu uma imagem maravilhosa! Sem contar os balões azuis e amarelos que foram soltos de um dos caminhões e ganharam o céu...
Plaza de Las Cibeles


A estimativa, segundo uma emissora de TV aqui da Espanha, era de um público de mais de um milhão e meio de pessoas somente na noite de sábado. Se contar todos os dias de evento (de quinta a domingo), passa dos três milhões. 

Tudo muito lindo, mas os espanhóis que me desculpem: no quesito animação, ainda não conheço ninguém melhor que os brasileiros! kkk

O desfile terminou e as pessoas continuaram nas ruas. Bares lotados. Energia boa. Paramos em um bar pra tomar um chopp, comer alguma coisa e de lá seguimos para a Plaza de España encontrar o primo do Rodrigo. Tinha mais algumas pessoas do trabalho dele, um pessoal muito legal e animado.  Show de rock rolando, depois dance music... E assim passamos boa parte da noite dançando e bebendo ‘tinto de verano’ – o vinho de verão dos espanhóis- parece um suco. E sabe o que me chamou a atenção? Aqui, o pessoal tem o costume de comprar todas as bebidas e até petiscos nos supermercados porque é beeeeemmm mais barato e levar pra festa. Ninguém tem vergonha, não! É a coisa mais normal do mundo sentar no gramado pra comer, beber... ou mesmo pôr a sacolinha no chão e ficar em pé em volta curtindo o show, conversando... Achei ótimo!

Gran Vía

E você acha que parou por aí? Nada. De lá, seguimos caminhando alguns quilômetros até uma balada porque em Madrid, a noite começa depois da 1h. Mas deixa só eu fazer um parênteses aqui pra dar uma dica pra você não sofrer como eu: só saia de casa em Madrid com sapatos confortáveis. Não adianta querer ficar chique, toda arrumadinha, que não rola! Anda-se muito pela cidade e você vai ficar com dor no pé como eu. Fui com uma rasteirinha, toda bonita, mas dura pra caramba! Quase morri de tanta dor. Relaxa, aqui a mulherada vai de tênis mesmo na balada. Até vi algumas poucas que estavam de salto, mas fiquei sabendo que elas levam outro calçado mais confortável na bolsa. É normal! Confesso que pra mim, isso é muito difícil. Só uso tênis na academia. Mas tenho que me adaptar, caso contrário vou continuar sofrendo.

Bom, voltando ao assunto de caminhar à noite, e essa foi a melhor parte da história...

A segurança
Gente, andar 3,4,5 horas da madrugada pelas ruas de uma cidade grande sem medo, não tem preço! Havia milhares de pessoas pelas ruas, avenidas, pessoal bebendo, brincando com quem passava perto, bares abertos e em nenhum momento tive receio de ser assaltada, atacada ou de qualquer tipo de violência. O policiamento é visível: está em cada esquina e as pessoas estão ali somente pra se divertir, mais nada! Será que um dia o Brasil vai viver dias assim? Espero que sim!